Première paulista de Avalons

Será na quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012, na sala 7 do Artplex Frei Caneca, a partir das 21h30. As sessões serão contínuas enquanto houver público. Basta retirar o ingresso gratuitamente na bilheteria do cinema.

Avalons, 2011, 17 minutos

Créditos Billi Pig

Detalhe do poster de Billi Pig, enviada pelo amigo Adriano Kakazu.

Projeto foi desafiador, grato pela confiança depositada, Belmonte e equipe toda.

Avalons (click to enlarge)

The duel for the Princess’ hand reveals obscure relations and vengeance from beyond the grave. Medieval illuminated manuscripts revisited.

 

Musa Divinorum – Festival Internacional de Curtas de São Paulo 2010

Horários das apresentações de Musa Divinorum no Festival Internacional de Curtas de São Paulo.

20/08 (sexta) – 20H00 – Centro Cultural São Paulo
21/08 – (sábado) 21H00 – CineSESC
22/08 – (domingo) 17H00 – Cinemateca – Sala BNDES
26/08 – (quinta) 20H00 – Cineclube Grajaú

** Ainda rola uma apresentação extra apenas de animações na quarta-feira, dia 25, às 20h na Sala Patrobrás na Cinemateca. Nesse dia, debate com animadores brasileiros e estrangeiros. Entre os filmes, o novo de César Cabral, que parece ótimo.

Revista Bref!

Extremamente curioso.

A Revista francesa Bref, voltada ao cinema de curta-metragem, fez uma crítica sobre Zigurate na sua última edição. De uma maneira geral a crítica é bastante elogiosa e consegue desconstruir o filme com tanta facilidade que comecei a pensar se ele não é muito óbvio, no fim das contas.

O texto esmiúça muitas das motivações do filme, referências, atuações marcadas, opções de cor. Pela primeira vez alguém menciona King Kong. Metropolis alguns já tinham sacado.

Traduzi o texto que deve estar bastante inexato, especialmente no último parágrafo, um tanto empolado. Sim, o último parágrafo soa um pouco ofensivo, ao meu ver contrastando com o tom positivo do restante. Mas acho que é isso mesmo.

A Bref escolheu pouquíssimos filmes pra comentar, me sinto honrado de que um deles seja o meu:

“Em Clermont-Ferrand, Zigurate deixou alguns espectadores desconcertados, sua segurança e sua coerência o mantinham longe, apesar de seus excessos e de sua sobrecarga gráfica, de cair na vulgaridade. Faltou pouco porém, esse filme de ficção científica assume vinte minutos de um postulado visual extravagante, entre porno soft 80´s e um delírio mangaká fora de lugar.
Resultado: uma fábula marxista -não tão desconectada da realidade brasileira e de suas gritantes desigualdades- à base de esperma e merda…


De cara lembramos, superficialmente, de Metrópolis, sua sociedade dividida verticalmente. Existem essas torres imensas, essas coberturas ensolaradas sob o céu azul luminoso, onde pavoneiam casais bilionários, figurantes perfeitos de um universo enojante de cores saturadas e retocadas digitalmente. Lá embaixo, está a lama, literalmente: um magma salobre e marrom, a massa, os esquecidos.

No alto das torres, se bronzeiam, fodem, bebericam coquetéis. Gestos mecânicos, desencarnados, incessantemente repetidos, remetendo à superficialidade desses novos ricos que não têm nada além da própria ociosidade, a tranquila lascividade e o luxo como horizonte. Portanto, o inferno abaixo está lá, ameaça permanente cujos respingos poderiam rapidamente sujar esse Éden fabricado.

Esta oposição cromática posta, Zigurate se torna fascinante quando esses dois mundos se encontram e que um monstro de merda deslumbrado atinge o topo da torre para – depois de ter matado o homem- se unir à Heroína imaculada. Existe algo de um King Kong trash nestas sequências onde os fetiches e situações impostas do pornô (saltos agulha, felação, ejaculação facial) vêm, simbolicamente, borrar a relação de dominante/dominado. A fera é ameaçadora (entidade revolucionária?), mas quanto mais a Bela lhe dá prazer, mais a fera se enfraquece. Mais longe, um outro casal, uma outra torre: eles se bronzeiam, fodem, bebericam coquetéis. Seu imóvel se eleva enquanto sua vizinha azarada acaba por sumir no magma que sem dúvida, um dia, os absorverá também. Se envolver com a plebe, sugere o filme, expôe à queda de classe. Bem…

É plasticamente -mais que por sua sutileza- que esta obra impressiona por muito tempo. Resta depois disso dizer que Carlos Eduardo Nogueira pode ser um espertinho, que talvez tenhamos sido enganados, nada nos garante que seu próximo filme não será simplesmente idiota… A seguir…”

Desirella

Desirella é um filme meu de 2004, meu primeiro patrocínio.

É um filme que foi muito bem quisto aqui no Brasil, andou bastante e gosto dele muitíssimo. Coloquei uma primeira versão online no Vimeo. Porém, ao contrário de Zigurate, Desirella foi feito para resolução pequena, mesmo.

Espero que curtam

Desirella (Brasil, animation, 2004) from Carlos Eduardo Nogueira on Vimeo.

Zigurate finally in HD quality online (on Vimeo)

That´s right, I finally managed to get a decent compression quality. Now it´s 1280×720 (a little more than half the resolution of the 35mm print). The video can be seen on Vimeo ( http://vimeo.com/10363754) or right below. But if you want to watch it in HD, you need to go to Vimeo. Tell your friends if you like it.

Zigurate (Brasil, fiction, 2009) from Carlos Eduardo Nogueira on Vimeo.

Alunos na Veja

ESTREIA PROMISSORA Pós-graduados em computação gráfica 3D pelo Centro Universitário Senac, Alexandre Vieira e Bruna Bonadio trabalharam como animadores no curta-metragem Musa Divinorum, lançado no dia 11. O convite veio do professor Carlos Eduardo Nogueira, diretor do filme

Das seis pessoas da equipe 3D do Musa Divinorum, três foram alunos meus. O Fernando Gutierrez (que está em Brasília e vai dirigir um filme novo), o Alexandre e a Bruna (esse dois aí na foto). Estranhamente, a estréia de “Musa Divinorum” repercutiu na Veja numa matéria sobre cursos de pós-graduação. Como eles dois aí do lado foram alunos da pós de CG do Senac, acho que a Veja curtiu a coincidência de datas e foi lá entrevistá-los.

Poster Musa Divinorum

Este é o poster que fiz pra estréia do meu último filme, Musa Divinorum

Avalons Clara de Lua (esse nome vai mudar)

Feliz e contente. A fim de encarar o desafio. Sou um dos felizes ganhadores do último edital de curtas da prefeitura. O nome do projeto é oficialmente “Clara de Lua”, mas quase certamente esse nome vai mudar. Criei o nome pela semelhança estrutural que tinha com “Branca de Neve”, genérico nome de princesa. E também pela música do Debussy. Mas ele deve coroar o nome de outro projeto. Honremos esta oportunidade, esse dinheiro, essa confiança.